Na última terça-feira (22), foi realizada mais uma importante etapa do Projeto Segurança Hídrica e Desenvolvimento Regional Sustentável (SH-DRS): a Oficina “Conceito de Segurança Hídrica no contexto do Setor Saneamento Básico”, que teve como finalidade estabelecer e esclarecer o conceito de segurança hídrica a ser adotado pelo Projeto SH-DRS por meio de discussões sobre ele pelos membros do Comitê de Acompanhamento do Projeto (CAP) do eixo Saneamento Básico.
O Projeto SH-DRS tem como um de seus objetivos a construção coletiva de diretrizes para uma gestão mais eficiente e resiliente da água no Espírito Santo. A oficina é uma iniciativa da Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH), do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), do Laboratório de Gestão de Recursos Hídricos e Desenvolvimento Regional da UFES (LabGest) e do Núcleo Estratégico em Água e Desenvolvimento (Neades) - que faz parte do Centro de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento (CPID), vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional do Espírito Santo (Secti).
Além das instituições organizadoras (Agerh, IJSN, Neades/CPID/Secti e LabGest), o encontro contou com a participação das instituições que compõem o Comitê de Acompanhamento e Participação (CAP) do eixo Saneamento Básico – Microrregião de Águas e Esgoto do Espírito Santo (MRAE/ES), Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan), Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae) e a Agência de Regulação dos Serviços Públicos (ARSP) – e foi estruturado em quatro blocos temáticos: considerações iniciais, análise do conceito de referência de segurança hídrica, reflexões aplicadas ao setor de saneamento e encerramento.
O estabelecimento de um conceito de segurança hídrica a ser utilizado como referência na primeira fase do Projeto SH-DRS, que prevê a aplicação experimental do Modelo Conceitual MC-SHLUNC em regiões hidrográficas piloto do estado, parte da premissa trazida pelo LabGest de que a Segurança Hídrica é “O grau de atendimento, de forma sustentável, às necessidades hídricas acordadas, acompanhado de um nível aceitável de risco de falhas no atendimento”, suscitando reflexões e debate entre os participantes.
Durante a oficina, representantes do LabGest e do Neades detalharam os elementos centrais do conceito, destacando seu caráter abrangente e a importância de torná-la compreensível e aplicável às diversas realidades do setor. Os trechos “grau de atendimento às necessidades hídricas acordadas”, “de forma sustentável” e “nível aceitável de risco de falhas” foram discutidos em profundidade, com foco em suas implicações para a gestão do saneamento.
Na fase seguinte, os participantes foram divididos em grupos compostos por representantes das quatro instituições do CAP – eixo Saneamento Básico, com a missão de elaborar contribuições específicas a partir de suas perspectivas institucionais. Essas contribuições foram compartilhadas em plenária, enriquecendo o processo com visões técnicas e operacionais distintas.
O encerramento da oficina reafirmou o compromisso dos envolvidos em manter ativa a atuação do CAP e em contribuir para o fortalecimento da gestão regional dos recursos hídricos e dos serviços de saneamento no Espírito Santo.
A oficina demonstrou, mais uma vez, a importância do diálogo interinstitucional na construção de soluções sustentáveis e seguras para o abastecimento hídrico e o saneamento básico, elementos essenciais para o desenvolvimento regional e a qualidade de vida da população capixaba.
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